Conheça as principais ameaças para celular e aprenda a se proteger
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 23 de agosto de 2007 às 07h00
Fonte: IDG
São Paulo – Desde o primeiro vírus, em 2004, já apareceram centenas de pragas. Saiba quais são elas e o que pode ser feito para evitá-las.
Este último tipo, segundo Volzke, é um dos mais perigosos, pois atinge qualquer celular capaz de enviar e receber mensagens de texto (SMS) – ou seja, 95% da base instalada mundial de aparelhos. “Basicamente, consiste em usar engenharia social para fazer com que o usuário ligue para um determinado número ou envie mensagens autorizando pagamentos indevidos”, explica o especialista da McAfee.
Já os vírus e spywares – que atingem aparelhos com sistemas operacionais móveis (principalmente Symbian e Windows Mobile) e com suporte a aplicações escritas em Java – têm ação bastante similar aos seus já conhecidos equivalentes para PC: primeiro eles se instalam, a partir da execução de um arquivo malicioso – que o usuário pode receber via Bluetooth, infravermelho ou mesmo por e-mail.
“O usuário recebe um convite para baixar um ringtone ou um jogo, clica a se infecta”, resume Eduardo Godinho, gerente técnico de contas da Trend Micro. A partir de então, a praga vai se esconder no seu celular. “Assim como os vírus de computador, eles vão tentar ser mais silenciosos possíveis”, diz Gabriel Menegatti, responsável pela área de tecnologia da F-Secure.
Uma vez instaladas as pragas podem apenas tentar se auto-replicar para o maior número de contatos possível para formar uma rede de aparelhos-robô para o envio de spams, por exemplo, ou podem monitorar os dados armazenados no dispositivo e enviar para um agente malicioso, que poderá usá-los para aplicar golpes financeiros.
Um agravante neste cenário de ameaças, aponta o engenheiro de sistemas da Symantec, Vladimir Amarante, é o fato de que smartphones pessoais cada vez mais são usados para armazenar informações corporativas, e, mesmo nos casos em que os dispositivos móveis são fornecidos pelas empresas, há pouca preocupação com políticas de segurança que garantam a integridade dos dados armazenados neles. “É fundamental pensar quem vai tomar conta deles”, enfatiza Amarante.
Eles são mais numerosos que os computadores, guardam suas informações mais pessoais, estão cada vez mais conectados à web e já estão na mira dos hackers. Com a popularização dos smartphones, usados para navegar na internet, receber os arquivos mais variados e armazenar dados dos mais diversos tipos, os celulares começam a ganhar também softwares para protegê-los da ação de criminosos virtuais.
Atribui-se a 2004 a criação do primeiro vírus para celular. Desde então as pragas móveis se proliferaram e hoje já passam de 470 tipos diferentes, segundo estimativa da McAfee. Mesmo as projeções mais conservadoras – a F-Secure estima que existam mais de 360 vírus conhecidos para celular – apontam para um crescimento exponencial das ameaças.
“Os hackers estão se voltando cada vez mais a essa área, não só porque as pessoas não esperam que coisas ruins aconteçam com seus celulares, mas também porque elas armazenam cada vez mais informações pessoais neles – às vezes até mais do que no PC”, explica Jan Volzke, gerente de marketing da divisão mobile da McAfee.
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Segundo o especialista, a falta de preocupação não é apenas dos usuários: os fornecedores de dispositivos móveis não têm o mesmo grau de atenção à segurança que os fabricantes de PCs, por isso os aparelhos apresentam um grande volume de vulnerabilidades. “Um hacker com habilidades de 1995 é capaz de derrubar qualquer aparelho celular”, aponta Volzke.
Além de se multiplicarem, as pragas também se diversificaram nos últimos anos. De acordo com o executivo da McAfee, as ameaças dividem-se em três tipos principais: vírus, spyware e phishing.
Além de seguir regras básicas de proteção no desktop – como não aceitar ou executar arquivos desconhecidos, criar senhas e alterá-las com regularidade, evitar sites não-familiares, desabilitar os recursos de comunicação sem fio (Bluetooth e infravermelho) quando não tiverem em uso e não emprestar o aparelho para estranhos -, já é possível contar com softwares para proteger seu aparelho móvel.
De carona no aumento das pragas, os principais fornecedores de soluções de segurança começaram a oferecer não só antivírus para celular, mas pacotes completos para combater as diversas ameaças e levar políticas de segurança ao ambiente móvel. Conheça algumas opções disponíveis no mercado:
Symantec
A Symantec oferece a Mobile Security Suite 5.0, que inclui tecnologias de antivírus, firewall, anti-spam SMS e criptografia de dados para PDAs e smartphones que rodem o sistema operacional Microsoft Windows Mobile.
O pacote inclui ainda módulo de gerenciamento para os administradores de TI. O preço da solução varia conforme o tamanho do projeto e ela já pode ser adquirida no Brasil, diretamente com a Symantec. Uma solução voltada a usuários finais – o Norton Mobile Security – está prevista para chegar ao mercado até o final do ano.
Trend Micro
A Trend Micro oferece o pacote Mobile Security para os assinantes do pacote Trend Micro Internet Security para PC. A solução oferece proteção contra vírus e outras ameaças. O produto pode ser adquirido por usuários individuais no site norte-americano da companhia, pelo preço inicial de 49,95 dólares ao ano, mas clientes corporativos podem procurar a rede de parceiros da fornecedora no Brasil para negociar pacotes locais.
Kaspersky
A Kaspersky lançou em fevereiro o Antivírus Mobile, que protege os celulares rodando sistemas operacionais Symbian e Windows Mobile contra programas maliciosos e mensagens spam por SMS. No Brasil, a licença do produto custa 39 reais e pode ser adquirida por meio da representante local de vendas da fabricante EsyWorld.
F-Secure
A F-Secure pretende trazer ao Brasil duas soluções de segurança – também compatíveis com Symbian e Windows Mobile – até o final do ano. O F-Secure Mobile AntiVirus varre todos os arquivos salvos no celular, inclusive no cartão de memória. As atualizações são automáticas e caso algum vírus seja detectado, ele é enviado imediatamente para quarentena. O produto vai custar 69,90 reais.
A outra alternativa, mais completa, é o F-Secure Mobile Security, que além do antivírus, traz firewall que impede a transmissão e recepção de dados nocivos ao aparelho. Esta versão custará 99,90 reais. O software estará disponível para download via PC ou celular e em mídia CD.
McAfee
A companhia fornece soluções de proteção para infra-estrutura de rede das operadoras de telecomunicações. “Apenas 5% da base instalada de celulares do mundo roda os sistemas operacionais abertos [Windows Mobile, Symbian e Palm OS], para os quais estão disponíveis softwares de proteção”, justifica Volzke. A empresa fornece sistemas deste tipo para grandes operadoras, como a japonesa NTT DoCoMo.
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